Thursday, April 26, 2007


Na sombra de uma luz negra
vejo os meus sonhos acordar
e logo chega uma alma negra
para a minha pobre alma consolar.
Pelas frestas da janela avisto as estrelas
e os raios de luar
levanto e puxo a tramela
e lá no céu tu a me encantar.
São desejos incontroláveis
colóquios insaciaveis
regados de muito amor
sem nenhum pudor.
Tu és o meu mais doce pecado
que preciso de ti me afastar
,se não tenho meus lábios beijado
é só um sonho de querer te amar.
Tu fazes de mim um brinquedo
que sabes ter na tua mão.
E o fazes deles o nosso segredo,
por conhecer a minha paixão,
que a todo momento finge desconhecer
o que tenho em meu coração.
Será certo brincar com meu coração?
Será certo viver com esse medo?
Porque não declarar esta paixão,
pois sei que estou em teu coração.
Já estou a preparar-me para partir,
mas antes de ir,
gostaria de sentir dos teus lábios o calor,
nem que seja por um momento
aos meus por ti sedentos,
e ouvir de ti Amor, amor, amor.
Assim se repetir em cada sonho
o que AGORA É pura fantasia
e que aqui agora exponho
em forma de poesia.
AMO-TE

Saturday, April 21, 2007

"não me lembro de nenhum titulo"

Sei de cor cada lugar teu atado em mim, a cada lugar meu tento entender o rumo que a vida nos faz tomar tento esquecer a mágoa guardar só o que é bom de guardar Pensa em mim protege o que eu te dou Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou sem ter defesas que me façam falhar nesse lugar mais dentro onde só chega quem não tem medo de naufragar Fica em mim que hoje o tempo dói como se arrancassem tudo o que já foi e até o que virá e até o que eu sonhei diz-me que vais guardar e abraçar tudo o que eu te dei Mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nó e que um dia o tempo pareça perdido e tudo se desfaça num gesto só Eu vou guardar cada lugar teu ancorado em cada lugar meu e hoje apenas isso me faz acreditar que eu vou chegar contigo onde só chega quem não tem medo de naufragar

Friday, April 20, 2007

" V "


Do outro lado do oceano,
a uma alma de poeta sem igual,
Meigos olhos fui buscar, ao distante Portugal,
O negro do teu olhar, que é azul, afinal!...